pra roer a roupa da cultura

oratoCuritiba ganha uma nova revista mensal de cultura, pra marcar a arte genuinamente curitibana  e ajudar a roer as tribos de Geena que insistem em expor sua mediocridade acima da criatividade. O Rato quer fazer saber que Curitiba não é só Paulo Leminsky ou Dalto Trevisan, mas também Cláudio Kambé, Tiziu, Confraria da Costa, Namorada Belga, Murillo da Rós e há ainda muito mais que vampiros e polaquinhos tomando sangue de boi e outros drinks gelados.

Traz já em sua primeira ediçção uma “batata quente” – a incendiária, explosiva e crítica entrevista com Roberto Amorim, o Beto Batata, um dos mais conhecidos empresários da gastronomia curitibana que, além de excelente chef de cozinha, é um grande incentivador da arte, promovendo todos os anos uma jornada de 24 horas de choro,  junto com o violonista João Egashira, por ocasião do aniversário de Pixinguinha, e outros eventos igualmente importantes.

Traz também “a roupa roída do rato” , destacando uma pergunta de Renato Oliveira, criador do projeto Zé da Venda, que comercializa camisetas com estampas da cultura brasileira: “Por que não vestimos a nossa cultura?Traz uma entrevista com o compositor e cantor carioca Cícero Lins, aquele das “Canções de Apartamento”, ex vocalista da banda Alice, que recentemente fez um show no teatro Paiol, e uma “não-entrevista com um vampiro”. Recheia suas páginas com  obras do genial artista Cláudio Kambé, que, inconformado com  a miséria da mídia, procurou a revista para propor uma campanha inusitada: “Não voto obrigado”. Além dos artistas locais, coloca Siba, Cartola (em uma entrevista do além), sugestões de CDs, filmes e, ainda, uma entrevista com Tiziu, o violonista que revigora as 7 cordas no samba, no choro e em outros estilos.Oroto01

Como disse Beto Batata, “minha esperança é que (….) a revista venha fazer alguma coisa que influencie para o bem, que cutuque, que mexa com os brios das pessoas, porque estamos estagnados, num estado de conformação”, como diria Noam Chomsky.

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